domingo, 14 de novembro de 2010

Time After Time na voz de Frank Sinatra

Parece que bons ventos chegaram. Mas só parece.

O início de Time After Time marca algo novo, uma janela abrindo os raios de sol que invadem uma nova fase espiritual. Bom, pelo menos é isso que eu quero.
Então é isso. Sem muitas delongas, venho encerrar a atividade deste blog.
Letras Corridas foi um espaço importante. Há muitas coisas aqui das quais me orgulho. Bons textos, confissões, lembranças engraçadas de quando ficava horas sentada em frente a este monitor tentando escrever algo legal. Às vezes as postagens não saíam como eu queria, não eram salvas. Acho até que perdi um texto, enfim...
Eu inicio agora uma outra fase de escrita. Resolvi guardar minhas impressões em uma agenda com capa que lembra couro. Tem um elástico em volta com uma borboleta pendurada. Essa eu que coloquei pra dar um charminho e não ficar tão formal.
São vários tons de marrom. É uma graça e diferente, já que não é minha cor preferida. E quem disse que sua cor preferida deve estar em tudo? Nem sempre. É bom variar. Acho até que combina mais, inclusive.


Obrigada aos leitores, aos comentários e a esses dois anos (dois anos? se for, é muita coisa) de aventuras em letrinhas corridas pra tentar deixar marcado alguma coisa sobre mim, sobre o que penso.

Até a próxima!


Bruna Vargas Duarte

sábado, 22 de maio de 2010

Adeus...

Sábado, 08/05/10

Eu me entrego ao tempo. Deixo ir o que tiver de ir e o que tiver de vir ou até mesmo voltar.
Não tenho controle algum sobre as loucas linhas traçadas que o destino fez e vai continuar fazendo cair em meus pés.
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Sábado, 22/05/10

Jogo tudo para o alto e não faço questão de pegar quando cair.
Jogo minha vontade, meus dias, minha alegria, meu sorriso e minha calma que já não tenho mais. Jogo e quero mesmo é que... vão embora, porque agora não quero mais alcançar.
Deixo ficar a minha inveja, o meu triste retrato em branco e preto, a minha doce-amarga solidão, a minha infinita agonia, as minhas aliviantes lágrimas e, claro, os meus velhos companheiros de sempre, os MEUS calafrios.
Me mostro de frente, me mostro de verdade, triste. Vazia e cansada de procurar ou esperar por algo que me aquiete o espírito.
Por fora o desleixo e o nada (símbolo de infinito) -2, -1, 0.
Sentada numa cadeira me vejo quase apática. E os outros? Todos lá
... e eu aqui.

Jogo minhas letras.
Uma hora eu volto, quem sabe, para desembaralhá-las. Até que eu as corra formando uma palavra, uma frase, uma oração ou um texto.
Outro dia eu volto para reconstruí-las, colocá-las no lugar e achar um bom contexto para continuar.
Adeus.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eu quero!

eu quero poder escrever assim, sem me preocupar com a estética e com os erros de concordância. eu quero parar de ouvir as buzinas dos carros lá embaixo. eu quero ter uma casa como um dia eu já tive. eu quero plantar uma horta. eu quero plantar um pomar. eu quero ter um cachorro correndo pelo jardim. eu quero ver meus filhos correndo na grama enquanto o regador a molha. eu quero que meu companheiro, marido ou seja lá o que for compartilhe esse momento de contemplação comigo. eu quero, melhor dizendo, participar da bagunça. eu quero plantar muitas árvores. eu quero ver a mesa posta para o café, almoço, lanche e jantar. eu quero sentir o cheirinho de café que me faz lembrar a casa da minha avó. eu quero sentir o tempero forte do Maranhão. eu quero sentir o cheiro de sundown com maresia. eu quero puxar um rapaz pra dançar comigo pela gravata. eu quero morrer pra poder ir a um show do Cazuza. eu quero voltar depois. eu quero poder dizer "eu te amo" com muita paixão. eu quero beijar com loucura, com amor, com ternura e com tesão. eu quero ter um sorriso bonito. eu quero agradecer ao dentista depois. eu quero espalhar carinho. eu quero me apaixonar cada vez mais. eu quero me lembrar das coisas doces do passado. eu quero ver uma coisa legal. eu quero entrar mais em contato com a natureza. eu quero cantar como um pássaro. eu quero dançar juntinho no meio da rua. eu quero voltar a beber o vento que vem da janela do carro como eu fazia quando meu pai andava em alta velocidade na BR. eu quero dar um tapa bem forte na cara dele. eu quero tascar-lhe um beijo logo depois. eu quero sentir intensamente o poder do agora. eu quero rir mais com a minha mãe. eu quero ouvir mais histórias de infância do meu pai. eu quero me despir do pesar. eu quero olhar as estrelas deitada na grama. eu quero cantar "Céu de Santo Amaro" enquanto as contemplo. eu quero admirar a lua. eu quero continuar fazendo a mesma pergunta quando a vejo. eu quero amar alguém diante do clarão que ela faz. eu quero mergulhar numa história sem medo. eu quero voltar à superfície pra contar. eu quero viver a situação "Singin' in the Rain". eu quero ficar presa no supermercado. eu quero ir à padaria logo que ela abrir. eu quero comer pães quentinhos. eu quero voltar no tempo e viver loucamente os anos 60 e 70. eu quero voltar no tempo e conversar informalmente com o Michael Jackson. eu quero fazer brigadeiro com o namorado. eu quero fazer uma zona na cozinha. eu quero lambuzar a cara dele de sorvete. eu quero lamber tudinho depois. eu quero viajar de carro sozinha sem ter data pra voltar. eu quero me esquecer do tempo. eu quero tirar leite da vaca. eu quero correr pelo campo. eu quero deixar que o vento penteie meus cabelos. eu quero assistir ao pôr-do-sol descalça. eu quero sempre estampar um belo sorriso. eu quero levar só o que for bom. eu quero arrancar a raiva. eu quero levar as minhas mágoas pras águas fundas do mar. eu quero chorar. eu quero andar pelas ruas vazias. eu quero andar de bicicleta num lugar todo florido e arborizado. eu quero ser conquistada por um único olhar. eu quero ver um show dos Los Hermanos. eu quero voltar a ser mais risonha. eu quero continuar querendo um bando de coisas. eu quero viver de qualquer maneira. eu quero!


"Nada tenho
vez em quando tudo
Tudo quero
mais ou menos quanto
Vida, vida
noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver."

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tus Pies - Pablo Neruda

Ouvi Maria Rita recitando e me apaixonei!

Tus Pies

Cuando no puedo mirar tu cara,
miro tus pies.

Tus pies de hueso arqueado,
tus pequeños pies duros.

Yo sé que te sostienen
y que tu dulce peso sobre ellos se levanta.

Tu cintura y tus pechos,
la duplicada púrpura de tus pezones.
la caja de tus ojos que recién han volado.
Tu ancha boca de fruta,
tu cabellera roja, pequeña torre mía.

Pero no amo tus pies
sino porque anduvieron sobre la tierra
y sobre el viento
y sobre el agua,
hasta que me econtraron.
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Teus pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,

Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
A duplicada púrpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Quanto jejum!

Lembram-se daquela frase "é hora de dar tchau" dos Teletubies? Pois bem, agora digo: É hora de voltar!
Tenho o costume de publicar aqui os meus textos acadêmicos. Seguirá então um que fiz sobre Chico Mendes. Segundo as regras do professor um dos requisitos para a realização deste trabalho era dar a sua opinião sobre. Eu já havia postado "Do mudo ao falado", texto com a mesma exigência e que, na minha humilde opinião, ficou bem melhor que esse. Não que eu esteja desmerecendo-o, mas me identifico muito mais com o outro. Talvez por eu ter tido um tempo maior para fazê-lo. Enfim, é só para quebrar este jejum e marcar a minha volta.



Chico Mendes




Francisco Alves Mendes Filho, Chico Mendes, foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental. Nascido em Xapuri, no estado do Acre, começou o aprendizado do ofício de seringueiro ainda criança com o pai.
A vida de líder sindical se iniciou com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, em 1975, ao ser escolhido para o cargo de secretário geral.
Um dos grandes feitos de Chico Mendes encontra-se na proposta “União dos Povos da Floresta” que buscou unir o interesse dos trabalhadores da região através da criação de reservas extrativistas que, mais tarde, gerariam a reforma agrária tão sonhada pelos seringueiros.
Sua luta pela preservação da Floresta Amazônica teve uma grande repercussão internacional, o que lhe rendeu um de seus vários prêmios, o Global 500, oferecido pela ONU em defesa do Meio Ambiente. Chico continuou sua luta com perseverança, percorreu ainda o Brasil para participar de seminários, congressos e palestras que denunciavam as atrocidades dos fazendeiros contra a floresta e os trabalhadores da região.
O que antes começou com uma luta pela posse de terra contra os grandes proprietários em busca da proteção das seringueiras e de quem vive dos meios que a floresta tem a oferecer, se tornou uma grande guerra que atingiria fatalmente o maior líder nesse campo de batalha.
Chico Mendes, antes de tudo, foi um cidadão voltado para a justiça social. E que, com bravura, mostrou ao mundo suas ideias para defender o fim do desmatamento da Amazônia e buscar soluções para o extrativismo e a produção auto-sustentável para as famílias da região.
Morte é uma palavra que não cabe a um homem visionário que se atentou para questões que até então não possuíam a menor relevância, mas que alguns anos depois mobilizariam o mundo numa corrida a favor da preservação do Meio Ambiente.
Nós somos o seu legado. Chico Mendes vive em cada ação protetora ao maior bem que a humanidade possui: a Natureza.


“No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebi que estava lutando pela humanidade.” Chico Mendes

sábado, 26 de dezembro de 2009

E foi!

01 de janeiro de 2009 - Com um sorriso estampado no rosto e uma flor amarela na mão eu desejei que tudo viesse de forma fácil esse ano. As ondas levaram o meu desejo e assim se concretizou 2009.

De vários acontecimentos, três são relevantes:

1º - Não importa quanto tempo demore para que uma história aconteça. Se ela for realmente sua se realizará. Afinal, o que tiver de ser, será.

2º - Na maioria das vezes nós nos enganamos em relação às intenções dos outros. Procure verificar se elas equivalem as suas. As aparências enganam, e como enganam.

3º - O destino é fantástico. Os encontros marcados por ele nas ruas da vida são impressionantes. Às vezes querem dizer algo, mas muitas vezes não querem dizer nada.
"A vida é a arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida."

Fazendo um balanço geral:

Entrei na faculdade; conquistei grandes amizades; participei de uma empreitada acadêmica; aprendi bastante; tive contato com professores maravilhosos; tive contato com professores horríveis; me encantei com o Gabriel; quis matar o Marcus; sobrevivi a Valderez e concluí com êxito o primeiro ano na FACHA: lugar onde exatamente deveria e queria estar.

Vi pessoas espetaculares partirem; sofri devido a uma poção de ilusão; quase enlouqueci de saudade; conheci mais a fundo uma grande personalidade; fiz uma entrevista importante; vi uma das profissões mais bonitas ser desvalorizada; estudei durante horas sem parar; fiquei reclusa na maior parte do tempo; fui ao show de uma das minhas cantoras favoritas; me emocionei; passei um bom tempo com a minha mãe; recebi quatro gestos sublimes de três pessoas diferentes; experimentei novas sensações e me encontro agora num lugar sagrado buscando a tranquilidade que mereço: "gonna set my heart at ease.".

Em 2010 eu quero paz, eu quero mais!

E 2009, é... 2009 foi um ano ímpar. (carinha com a linguinha para fora)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vai, vamos lá!

Há 8 anos atrás eu fiz um rap com minhas amigas Larissa, Rebeca e Ingrid. Era um trabalho de Português guiado por uma das melhores professoras que eu já tive: Márcia Cristina.
Os grupos deveriam desenvolver uma música abordando a importância da preservação da água.
No dia da apresentação nos vestimos de jeans, blusas coloridas, colocamos óculos e bonés. Foi um show de conscientização com direito a passos de coreografia!

Esse tema proposto em 2001 continua tendo uma grande repercussão e eu não poderia deixar de colocá-lo aqui.

Segue então, o rap da água:

Vai, vamos lá
Vamos economizar
Preste atenção
No que eu vou te ensinar

Ligue a torneira só quando precisar
Desligue o chuveiro quando se ensaboar
Na hora de comer aproveite os alimentos
Pois tem gente passando fome em todos os momentos

Então, galera, é isso
Que temos a dizer
Nunca desperdice
É o que temos a fazer!

Uma gracinha, não?!
É bem interessante passar uma "mensagem antiga" com uma roupagem completamente atual. E é mais legal ainda saber que a consciência dessas garotinhas não mudou!