sábado, 26 de dezembro de 2009

E foi!

01 de janeiro de 2009 - Com um sorriso estampado no rosto e uma flor amarela na mão eu desejei que tudo viesse de forma fácil esse ano. As ondas levaram o meu desejo e assim se concretizou 2009.

De vários acontecimentos, três são relevantes:

1º - Não importa quanto tempo demore para que uma história aconteça. Se ela for realmente sua se realizará. Afinal, o que tiver de ser, será.

2º - Na maioria das vezes nós nos enganamos em relação às intenções dos outros. Procure verificar se elas equivalem as suas. As aparências enganam, e como enganam.

3º - O destino é fantástico. Os encontros marcados por ele nas ruas da vida são impressionantes. Às vezes querem dizer algo, mas muitas vezes não querem dizer nada.
"A vida é a arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida."

Fazendo um balanço geral:

Entrei na faculdade; conquistei grandes amizades; participei de uma empreitada acadêmica; aprendi bastante; tive contato com professores maravilhosos; tive contato com professores horríveis; me encantei com o Gabriel; quis matar o Marcus; sobrevivi a Valderez e concluí com êxito o primeiro ano na FACHA: lugar onde exatamente deveria e queria estar.

Vi pessoas espetaculares partirem; sofri devido a uma poção de ilusão; quase enlouqueci de saudade; conheci mais a fundo uma grande personalidade; fiz uma entrevista importante; vi uma das profissões mais bonitas ser desvalorizada; estudei durante horas sem parar; fiquei reclusa na maior parte do tempo; fui ao show de uma das minhas cantoras favoritas; me emocionei; passei um bom tempo com a minha mãe; recebi quatro gestos sublimes de três pessoas diferentes; experimentei novas sensações e me encontro agora num lugar sagrado buscando a tranquilidade que mereço: "gonna set my heart at ease.".

Em 2010 eu quero paz, eu quero mais!

E 2009, é... 2009 foi um ano ímpar. (carinha com a linguinha para fora)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vai, vamos lá!

Há 8 anos atrás eu fiz um rap com minhas amigas Larissa, Rebeca e Ingrid. Era um trabalho de Português guiado por uma das melhores professoras que eu já tive: Márcia Cristina.
Os grupos deveriam desenvolver uma música abordando a importância da preservação da água.
No dia da apresentação nos vestimos de jeans, blusas coloridas, colocamos óculos e bonés. Foi um show de conscientização com direito a passos de coreografia!

Esse tema proposto em 2001 continua tendo uma grande repercussão e eu não poderia deixar de colocá-lo aqui.

Segue então, o rap da água:

Vai, vamos lá
Vamos economizar
Preste atenção
No que eu vou te ensinar

Ligue a torneira só quando precisar
Desligue o chuveiro quando se ensaboar
Na hora de comer aproveite os alimentos
Pois tem gente passando fome em todos os momentos

Então, galera, é isso
Que temos a dizer
Nunca desperdice
É o que temos a fazer!

Uma gracinha, não?!
É bem interessante passar uma "mensagem antiga" com uma roupagem completamente atual. E é mais legal ainda saber que a consciência dessas garotinhas não mudou!

sábado, 31 de outubro de 2009

Um beijo não é só um beijo

Há muito tempo, mas há muito tempo mesmo, venho pensando em escrever algo sobre "Um beijo não é só um beijo". Título criado por mim desde que recebi um beijo que era apenas um entre tantos outros.

Pensei em várias formas de escrever o que eu estava sentindo, mas não conseguia de jeito nenhum. Então resolvi deixar anotado em um caderninho para que um dia eu pudesse voltar a pensar no assunto. Aliás, meus textos são organizados assim: palavras-chave ou títulos ficam anotados em uma agenda. Quando estou disposta a escrever sobre um desses assuntos que me vieram à mente, escolho um e começo a correr as letras.

Dessa vez aconteceu algo diferente do meu "ritual".

Nessa quarta-feira, indo para a faculdade, tive aquela super lâmpada acesa em cima da cabeça em meio a sono, cansaço e um pouco de desconforto causado pela lotação do ônibus. Meio tonta porque estava tentando dormir, lutei contra as pálpebras que teimavam em fechar e peguei o único objeto que estava acessível, já que sobre a minha mochila estavam bolsas que me ofereci para segurar.

Foi através do celular que saí apertando botão por botão até formar uma poesia. Sim, uma p-o-e-s-i-a. Meus sentimentos guardados simplesmente desabrocharam em leves versos.

Segue então, o alívio escrito:

Um beijo não é só um beijo

Eu já beijei uma boca de melancia
e outra de maracujá,
mas não beijei ainda
aquele que água na boca dá

Dispenso o que é pouco profundo
E onde espaço para sentimento não há
Critico a superficialidade
que existe num banal ato de ficar

Eu quero um beijo apaixonado
Aquele que falta o ar
Que como nos clássicos de cinema,
vira a cabeça e te faz ofegar

Um beijo não é só um beijo
Envolve outras coisas mais
Porém, para algumas pessoas
Ele se torna mais um
Entre muitos "tanto faz".

Uma observação para aqueles que talvez não entenderam o que eu quis dizer: nem sempre o ato de ficar é superficial. Essa poesia é voltada a um caso específico e pessoal. E além do mais há quem goste de sair por aí sem compromisso. (Cá entre nós, quem já não fez isso?) Nada contra, mas eu como uma romântica irremediável confesso: acho que tudo ficaria bem melhor com um pouquinho de sentimento, respeito e tato. O que existe num ato banal de ficar é um abismo entre duas pessoas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Panis et Circenses

"Mandei fazer
De puro aço
Luminoso punhal
Para matar o meu amor
E matei
Às cinco horas na Avenida Central."



Sonho e Desejo


Atravessei,
na barriga tua
dois deles.
Como Kitana, sem dó
nem piedade.

E calei tua respiração
Sentindo raiva, mas não remorso

Arranquei de mim, o que era encravado teu
E sobre a fria pedra de mármore te deixei

Queria poder matar o outro também
Que pelo mesmo nome se chama
E igual gosto pelo postre se tem.

sábado, 24 de outubro de 2009

Escrita de fé

É a partir dessa paráfrase de "Profissão de Fé" que venho quebrar este jejum prolongado por mais de um mês.
O ato de escrever, como diz o poeta Olavo Bilac, requer perícia. É preciso escolher cada palavra minuciosamente para que o texto seja bom. É necessário ter paciência e vontade. Só assim posso fazer com que vocês entendam o teor da mensagem que quero passar.
O texto a seguir sofreu três grandes alterações. Somente na última, seguindo a proposta central do Parnasianismo, pude alcançar a "perfeição" que eu queria.
Espero que gostem.



Do mudo ao falado

Singin’ in The Rain (Cantando na Chuva) é um filme estadunidense do ano de 1952 produzido por Arthur Freed com direção de Gene Kelly e Stanley Donen.
O musical estrelado por Gene Kelly, Jean Hagen, Debbie Reynolds e Donald O’Connor mostra, de forma descontraída e bem humorada, a transição do cinema mudo para o cinema falado.
No filme, Don Lockood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen), o casal mais famoso do cinema mudo, é obrigado a se adequar aos novos padrões da indústria cinematográfica. Até então o cinema era resumido a representações mudas com algumas legendas e som musical ao fundo.
A adequação a essa nova tendência foi proposta em “O Cavaleiro Duelante”, filme rodado com as novas exigências do mercado, mas que foi um fracasso devido à péssima dicção de Lina, o som fora de sincronia com as imagens e as falas em escalas altas e baixas que causaram insatisfação entre os telespectadores.
Nessa parte, segue uma das sequências mais engraçadas das filmagens. Mostrando o quão foi difícil, na época, seguir o desenvolvimento do cinema.
O mocinho da trama, insatisfeito com a má repercussão de “O Cavaleiro Duelante”, se junta a Kathy Selden (Debbie Reynolds) e Cosmo Brown (Donald O’Connor) para tentar salvar o filme que seria lançado em seis semanas. Juntos, eles tiveram a grande ideia de transformá-lo em um musical que, mais tarde, seria um grande sucesso.
É importante ressaltar que, embora Singin’ in The Rain tenha retratado a transição mudo - falado de uma maneira bem leve, na vida real esse período foi muito difícil. Além de ter sofrido boicotes e preconceitos, vários profissionais do meio perderam seus empregos por não conseguirem acompanhar as novas mudanças.
Há de se destacar também as resistências. O ator, diretor e produtor, Charles Chaplin, foi um dos mais relutantes que, mesmo vendo toda uma mudança nos padrões de cinema aos quais era acostumado, continuou realizando suas produções de outrora. Como Luzes da Cidade, Tempos Modernos e O Grande Ditador.
Fiel a essa importante fase do cinema, Singin’ in The Rain cita “The Jazz Singer”, filme considerado o marco da transição do cinema mudo para o falado.
O musical de 52 tornou-se uma verdadeira obra-prima, consagrado pelas maravilhosas interpretações e pelas músicas que atravessaram o tempo, imortalizando-o como um dos melhores musicais que Hollywood já produziu.

sábado, 12 de setembro de 2009

"Foi poeta - sonhou - e amou na vida"

Sempre esperei por esse dia: a postagem sobre o maior representante da 2ª Geração Romântica no Brasil - Álvares de Azevedo.
Esse rapaz com o olhar misterioso e febril me arrebatou aos 15 anos de idade através de suas intensas poesias versadas com sofreguidão e paixão. Foi em uma aula de Literatura que eu conheci o poeta que iria me fazer suspirar ao lê-lo. E foi, digamos, amor à primeira vista.
"Lembrança de Morrer" foi a primeira de muitas poesias que iriam me atrair profundamente. O meu encanto crescia cada vez mais, como em uma paixão. Eu não era apaixonada somente pelas poesias, mas pelo poeta em si. Ele foi a única pessoa que me fez sentir, com palavras, o que eu nunca havia sentido antes. São sensações misturadas, choros e risos, a certeza e a dúvida. Tudo o que exatamente marcou o seu estilo poético. Álvares de Azevedo versou em todos os campos, o do amor; o da morte, o da ironia; o da paixão; o da sensibilidade e o pessoal.
Hoje, faz 178 anos de sua morte. Porém, ele continua vivo em suas obras que foram feitas em um espaço tão curto de tempo. Sim, acreditem, ele morreu aos 21 anos incompletos e, ainda assim, nos deixou um grande acervo.
Dotado de uma inteligência incomparável, falava várias línguas e lia sobre diversos autores, dentre eles, Lord Byron e Musset, que influenciaram de maneira positiva suas poesias.
Era um estudante de Direito exemplar e odiava a sua cidade, São Paulo.
Nunca encontrou alguém que pudesse amar. Isso era claro em suas poesias e em uma carta mandada ao amigo, Luís, que diz:

"Sinto no meu coração uma necessidade de amar, de dar a uma criatura este amor que me bate no peito.
Mas ainda não encontrei aqui uma mulher - uma só - por quem eu pudesse bater de amores."

E ele, como mesmo diz em "Hinos do profeta", vagou pela vida sem conforto, esperou sua amante noite e dia e o ideal não veio.

Há muitas controvérsias sobre a vida do autor que sofreu do "Mal do Século". Uns dizem que ele era extremante dedicado e estudioso, outros que ele era um fingidor e participava da vida boêmia. Mas uma coisa é incontestável: Manuel Antônio Álvares de Azevedo, Maneco, como era chamado pela família, foi um dos maiores poetas de sua época e contribuiu imensuravelmente para a construção da história da Literatura Brasileira.
Para quem não o conhece, vale a pena ler.
Gostaria de terminar esta postagem com alguns versos meus que mostram a minha total devoção a esse jovem:

Quis o destino que não nos encontrássemos ainda em vida. Hoje, mais de um século e meio depois, eu te encontrei através da morte.
O amor que você tanto quis dar, eu recebi; o amor o qual você tanto esperou... eu estou aqui.

- Bruna Vargas Duarte

sábado, 29 de agosto de 2009

Sonhos interrompidos

É muito comum ter um sonho interrompido, mas seria muito mais legal ser comum voltar a eles.
Quando isso não acontece, a ordem dos fatos se divide em:
1) tentar voltar ao sonho;
2) não conseguir;
3) ficar com raiva ou frustrado;
4) imaginar como seria o final;

Quem nunca tentou voltar ao sonho e, por não conseguir, ficou com raiva ou frustrado, mas depois acabou se conformando e tentou imaginar o final?
O melhor mesmo é colocar a criatividade em ação e pintar as gravuras restantes do sonho da cor e do modo que você preferir.
Agora vamos ao ponto principal deste texto. Vou lhes contar o meu super sonho interrompido.
Eu estava num salão enorme, o piso era de madeira clara e as janelas eram bem antigas e grandes. Não havia nenhuma cortina e os raios de sol iluminavam bem o salão. Esse, por sua vez, não tinha nada além de várias mesas longas cobertas de comida. Elas ficavam uma atrás da outra.
Não sei se vocês lembram da parte final do filme "Titanic" na qual o navio naufragado começa a se regenerar, mostrando um amplo corredor iluminado que levaria Rose a encontrar Jack no relógio. Pois muito bem, o salão do meu sonho é semelhante a ele.
Com um prato de plástico pequeno, daqueles de festa de aniversário, eu seguia as mesas e colocava os mais diversos salgados. O prato ficava cada vez mais cheio, de modo a fazer uma pequena montanha, se é que vocês me entendem. O mais interessante é que ele suportava toda aquela comida e nada caía. Quanto mais eu colocava, mais tinha espaço.
Já nas últimas mesas, onde estavam os doces, eu decidi colocar por cima da montanha de salgados o meu sabor preferido de sorvete: chiclete. Me servi de bolas fartas e logo comecei a apertar o compartimento de calda de chocolate. Eu me deliciava a medida em que a calda ia caindo lentamente sobre o sorvete. Era uma sensação que me trazia calma e prazer. Eu estava extasiada ao apreciar aquele pequeno momento de felicidade quando, abruptamente, minha mãe abre a porta do quarto e diz: "Bruna, tá na hora."
Era sábado e eu não tinha nenhum compromisso. Mas sabe como é mãe, nunca quer que a gente acorde tarde. E eu nem preciso dizer como meu humor ficou depois desse incrível fora.

Esse episódio aconteceu há anos atrás quando eu ainda morava em Porto Velho. E o sonho foi o melhor que eu já tive durante os meus 19 anos de vida.
É meio óbvio o final, mas não sei se depois eu me fartaria de todo aquele lanche. Com um prato daqueles, quem é que não o faria? Mas hoje, parando para pensar, eu acho que a graça do sonho estava realmente no desejo de experimentar, na sensação do prazer visual que me provocava, e não no ato de comer propriamente dito.
Não dizem que primeiro você come com os olhos? Então eu posso dizer que comi, e como comi.
Portanto, esse é o final pintado por mim: apenas com os olhos eu pude experimentar diversas sensações que seriam diferentes daquelas que eu teria apenas comendo.

E vocês, já tiveram sonhos legais que, infelizmente, foram interrompidos?
Contem as suas experiências.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dias frios

Quem me conhece sabe que eu repito mil vezes a mesma frase em tempos assim: "Eu ODEIO frio!" E é verdade, eu não suporto, ainda mais com chuva. É desanimador acordar cedo para ir à faculdade, colégio ou trabalho. Acordar cedo já é uma prática um tanto quanto suicida, imagine no frio.
E para estudar depois? Eu mesma fico lenta, olho para janela, vejo tudo cinza, tudo tão down que acaba me dando uma preguiça. A cama nessas horas é meio que sua inimiga, porque você olha para ela e ela te chama com aquele travesseiro fofo e edredom quentinho de modo que você não resiste e se rende ao sono. E, ao invés de estudar, você dorme. A não ser que você seja forte e não se deixe abater, ou não ligue para essa escrita porque, afinal, ela não condiz realmente com a sua reação ao frio ou seja como eu, persistente, que mesmo ameaçando bater a cabeça, na escrivaninha, de tanto sono, arranja forças para estudar. Se bem que com algumas matérias não existe tempo ruim e com alguns professores também. (sorriso malicioso)
Eu sou daquelas pessoas que mudam o humor no frio. Oscilou um pouquinho aqui, um pouquinho acolá, já era, eu oscilei total. Fico com cara de cinza, com cara de céu nublado. É claro que eu tento me adaptar, afinal, o ser humano é adaptável à natureza, mas é difícil.
Há quem adore o frio e suas "vantagens", digamos assim. Geralmente partem do pressuposto de que as pessoas se vestem mais elegantemente e que podem ficar debaixo das cobertas assistindo a filmes e comendo pipoca. Eu sinceramente não vejo graça nisso.
É como a chuva, muitas pessoas adoram dormir com o barulho dela. Já eu não ligo, com barulho ou sem barulho quero ela bem longe de mim. Pode chover à vontade, mas enquanto eu estiver dormindo, porque quando eu acordar quero um dia lindo e amarelo, todinho amarelo.
Tudo bem que tem dias que você precisa gritar, cantar, dançar e nada melhor do que uma chuva bem forte, ao estilo de "Singing In The Rain", para te acompanhar nesta empreitada. Aquela famosa cena do filme é maravilhosa e mostra uma outra perspectiva, aquela da qual você não está nem aí para o que está acontecendo a sua volta e por isso nada pode abalar a sua felicidade. Tanto que o personagem só nota depois que o guarda está observando-o.
Uma outra coisa interessante diz respeito aos guarda-chuvas. Eu nunca havia parado para pensar, porém uma vendedora me atentou para o fato de que a maioria das pessoas usa as mesmas cores de guarda-chuva, como preto, cinza e azul escuro. E que seria interessante se eu levasse o guarda-chuva cor-de-rosa choque que, por ser uma cor alegre, viva e aberta, contrastaria com esses dias fechados, frios e chatos.
E não é que ela estava certa? Senti firmeza e apostei no rosa. Acabei levando, por um colega, o título de dona do guarda-chuva mais irado da faculdade. É mole ou quer mais?
Hoje eu estou mais ao estilo de "Raindrops Keep Falling On My Head" e, seguindo a música, estou precisando ter uma conversinha com o Sol que, aliás, anda bem relapso por dormir no trabalho. Mas não adianta, por mais que eu o chame de preguiçoso e fique chateada, "I'm never gonna stop the rain by complaining".
Afora isso, aqui estou escrevendo de pijama e meias, sem ninguém para me servir uma taça de vinho ou me acompanhar no ritmo de uma música para acalentar meu coração em dias frios.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Redação ausente

Ultimamente ando sentindo dificuldade em escrever. Não sei o motivo, mas sempre tenho essa impressão. Eu penso em vários temas, eu tenho tempo para pensar, afinal, eu levo quase uma hora ou um pouco mais na ponte Rio-Niterói na volta para casa. Acho que penso tanto que acaba ficando um vazio.
Várias vezes tentei achar uma forma de não colocar o meu eu-lírico nos textos a fim de treinar para as redações jornalísticas. Porque a função é essa, passar a informação e nada mais. Mas é tão fácil referir-se a si mesmo e colocar experiências suas do cotidiano que eu, eu... não sei.
Tudo isso me remete ao filme "Marley e eu", cuja profissão do personagem principal é jornalista, mas devido aos rumos diferentes que a vida tomou, ele se tornou colunista. O mais engraçado disso é que antes ele se recusava a escrever uma coluna, alegando ser jornalista e não colunista. Anos depois ele falou: "Eu sou colunista e dos bons."
É nessas horaas que eu penso: "O que você quer ser, Dna. Bruna?"
Ando tão confusa que já não sei mais. O amanhã que eu não vejo anda me assombrando. É incrível e ao mesmo tempo angustiante não saber o que irá acontecer. Antes eu sabia exatamente todos os meus passos e era maravilhoso ver como tudo dava certo. É aquela história do poder da mente, eu arquitetei tudo, porém, até os meus 18 anos. Por que não continuei?
Deixar a vida me levar me traz uma sensação de desconforto. Mas ao mesmo tempo é reconfortante acreditar firmemente no seu potencial e saber que os caminhos da vida vão te levar para onde você realmente deve ir. É claro que você deve carregar consigo alguma coisa favorável a ele, só assim ele será o seu caminho, a sua longa estrada, aquela que por mais difícil ou fácil que seja, é realmente sua. E nela vale a pena qualquer pedra, buraco, ventania ou poeira, porque você está exatamente onde deveria estar.

É uma redação ausente porque eu sinceramente perdi a mão. As minhas letras não estão correndo mais, não como antigamente, não como deveriam fluir, não como eu realmente acho que deveria ser.

Redação ausente? Vai passar. Eu espero.

domingo, 9 de agosto de 2009

"Você foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida!"

Pai, ontem eu me emocionei ao ouvir esta frase que está no título. Você não percebeu, é claro, mas isso tocou meu coração. Você falou com tanta paixão que eu não me contive e deixei que as lagrímas caíssem.
Como é bom saber que existe alguém no mundo que "muito te ama, que tanto te ama, que muito, muito te ama, que tanto te ama". E não poderia ser diferente, você me deu e dá tanto amor que hoje eu sou assim, completa e repleta de sentimentos que transbordam. E como transbordam!
Sabe, eu poderia falar aqui tudo o que você me ensinou, contar os momentos mais especiais da nossa vida e assim vai. Mas não, hoje eu quero ser sucinta (para variar) e dizer que você é glorioso.
Glorioso por ter conseguido ser pai inteiro, amigo, companheiro para TODAS AS HORAS e grande confidente. Glorioso por ser honesto e ter colocado essa ação como base na minha educação. Glorioso por ser um homem digno e fazer tudo aquilo que lhe cai nas mãos com vontade e batalha. Glorioso por amar alguém tanto.
Ah, pai, eu me orgulho de você.
Você lembra do que eu havia acabado de dizer quando tiraram essa foto?
"Meu pai é o sol da minha vida."

Obrigada por continuar me guiando e trazendo alegria aos meus dias. E não importa que chova, o sol sempre retornará para que eu me lembre de todos os ensinamentos que você me deu e tem me dado. Dessa maneira, então, eu poderei continuar a caminhar na longa estrada.
Eu te amo muito, muito, muito, meu veeeelho e bom pai.
Parabéns por hoje e por todos os outros dias que seguirão.

sábado, 8 de agosto de 2009

Opa!

Olá!
É legal voltar a escrever aqui neste espacinho tão meu.
Não tenho "muita" coisa para dizer, mas as férias foram interessantes. Teve de tudo, do mal ao bem estar.
Lembro-me de algumas situações e frases engraçadas e irei citá-las. Todas elas aconteceram em Campo Grande/MS, exceto uma que foi no Paraguai. Ah, sim, minha viagem à Europa foi para os ares, mas isso é outra história.

Situação nº 1: Meu tio Jefferson , de 26 anos, (tioZÃO, né?!), eu e minha mãe estávamos sentados na mesa da cozinha conversando e surge o assunto do livro que ele está "lendo". É entre aspas porque ele comprou há um bom tempo e não saiu do primeiro capítulo.

Eu: "E qual é o nome do livro?"
Ele: "Voando como a águia".
Eu direcionando o olhar para os dois: "Hum, interessante, me remeteu a... é tipo Fernão Capelo Gaivota."
Ele sorrindo e preparando uma tirada: É tipo... (pausa com sorriso malandro) pulando como um sapo."
Nessa hora a gente não aguentou e caiu na gargalhada.

Situação nº 2: Eu, minha mãe e meus tios Jefferson e Júnior estávamos tomando picolé numa bela tarde de domingo, no estabelecimento "Delícias do Cerrado", quando minha mãe lembrou que riu muito com minha tia Miriam ao ver um lugar igualzinho, porém com o nome diferente. Ela não conseguia lembrar e meu tio, Jefferson, imitando sua expressão de buscar algo na memória, preparou outra tirada: "É Gostosuras do Campo".
Nem preciso dizer o que aconteceu após isso.

Situação nº 3: Eu, meu tio Jefferson e minha mãe estávamos no Paraguai tentando lembrar, simplesmente do nada, um ditado. No final das contas tio Jefferson disse: "Reza o padre, esquece o Pai Nosso. Nossa, nada a ver, né?!"
Minha mãe rindo: "Nada a ver mesmo."
E eu? Bom, eu cada vez mais impressionada com as tiradas dele. Dessa vez sem sucesso, mas com seu tom de graça.

Situação nº 4: Minha mãe estava dirigindo na ida para o Paraguai "sozinha". Entre aspas porque eu e meu tio estávamos dormindo. Não somos nada bobos, né?! Pois muito bem, quando nós acordamos ela contou: "Gente, mas eu ri muito com uma placa enorme que dizia "NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR QUALQUER ACIDENTE QUE VENHA OCORRER COM VOCÊ NESTA RODOVIA." Poxa vida, eu devia ter tirado uma foto."
Juro que se eu estivesse acordada tiraria. Agora vê se pode, ninguém merece! Realmente essa placa era digna de uma foto.

Situação nº 5: A família toda depois de cantar meus parabéns em casa, exatamente como eu queria, decidiu ir a uma pizzaria. Minha tia está de muletas devido a uma cirurgia no pé direito, e nós tivemos que andar um pouquinho, então minha mãe perguntou: "Dá pra ir direitinho, Miriam?"
Ela respondeu: "Gente, eu vou tentar ir sem dar."
Eu não me aguentei.
Aliás, esse dia foi muito mágico. Tive até duas surpresas!

É claro que há muitas outras situações e boas histórias para contar. Afinal, eu sou uma colecionadora delas e, claro, como uma pessoa que adora mistérios, muitas ficam guardadas comigo. Ah, e também não dá para colocar tudo aqui. Mas mal posso esperar para encontrar meus amigos e contar minhas aventuras.
Enfim, foi ótimo passar mais uma temporada com a família.
E agora realmente tenho que ir, pois são 5h da manhã e quero ver como irei acordar daqui a pouco. Tenho tanta coisa para fazer. Cheguei de viagem sexta e fiquei sabendo um pouco antes que as aulas da faculdade foram adiadas. Toda história tem seu lado positivo, então terei tempo para organizar tudo. Já o lado negativo... lá se vai Dezembro quase que inteiro. Não me importo, toda experiência é válida.

Hum, ainda a pouco fui à cozinha e vi a lua. Como está linda! Ainda em Campo Grande a vi enorme e amarelada e me fiz a mesma pergunta de sempre: "Será que tem alguém neste exato momento olhando para ela e pensando a mesma coisa que eu?"
Queria terminar esta postagem com uma frase muito bonita que realmente me chamou atenção. Ouvi na novela "Senhora do Destino" que, por sinal, adoro.

"Sob a luz do amor, não há mal que não tenha fim."

quinta-feira, 2 de julho de 2009

E nesse primeiro semestre...

Eu aprendi muita coisa. Primeiramente que o brilho do meu olhar foi traidor e que, nesse caso, não devo esquecer mais dos óculos escuros. Sempre me falaram que eles eram essenciais para mim.
Agora indo para o que interessa, é clichê, mas realmente parece que foi ontem que eu cheguei na FACHA e fiquei logo fula da vida com o trote. Odiei!
Pensando no lado positivo, adorei as aulas, todas mesmo. Até a de Teoria da Comunicação I que eu tanto reclamei durante todos esses meses. E os professores então? Maravilhosos.
Os amigos? Sim, gosto muito. Principalmente dos que andam comigo. A turma? Turma XOTA (risadas), como costumamos dizer, é muito boa!
Então vamos lá, não irei falar do conteúdo, é óbvio, mas de um apanhado geral.

Com Sociologia, ministrada pelo professor Gabriel Gutierrez, eu aprendi que o conhecimento é afrodisíaco e que chocolate dá onda. Falando sério agora, ele coloca pressão. Você deve saber e muito e deve saber AGORA! Cada aula é de suma importância, primeiro porque é puro conhecimento, segundo porque como ele mesmo diz: "Eu sei que o Gabriel manda muito!" e terceiro porque eu gosto. Tive prazer em fazer os trabalhos e de estudar para as INCRÍVEIS provas. Incríveis no sentido de incrível mesmo, inacreditável. Não vou me esquecer dos três dias (sexta, sábado e domingo) em que passei estudando sem parar, das 15h às 22h. Sem brincadeira, no primeiro dia quando olhei para o relógio pensei: "Uau, tá virando nerd." No segundo pensei: "É, agora você realmente tá maluca." E no terceiro eu nem liguei, estava revisando apenas.
Eu adoro manter minha mente ocupada com assuntos que realmente são interessantes. E 7h estudando para ser quem eu quero ser um dia, é pouco.
Na verdade, isso é estratégia. Quanto mais me mantenho ocupada menos penso em besteira. Sabe, não desvio minha linda imaginação para lugares inabitáveis, se é que dá para me entender.
Quanto aos trabalhos, no último eu recebi um "Bom texto" dele. Fiquei tão feliz, mas tão feliz que até comentei com meus amigos: "Caramba, receber um "bom texto" dele é muita coisa. E se é "bom texto" agora, imagine depois."
Adorei ter contato com Marx, Durkheim, Weber e Tocqueville. Acho que eles gostaram também, afinal, eu estudei todos com muito esmero.
Lembro da questão do Tocqueville na última prova, lembro que falei: "Essa questão é FODA!" Foda porque era muito boa e também porque era enoooorme! Valeu a pena arrebentar a mão.
Obrigada por todos os conselhos, pelas risadas, pelas discussões saudáveis, pelas falas inesquecíveis, como: "É, pensar dói.", "Olha o que o camarada me diz 7h da manhã quando eu perguntei onde ele estava na década de 70: Eu era um pensamento ruim do meu pai em relação a minha mãe.", "Eu tô tranquilo, você tá tranquil(o)a?", "Meu Deus! Eu e eu, eu comigo. Cadê o espelho?", "Alguém tem chocolate?"
Foi tudo realmente especialíssimo, mais especial ainda quando ele ficou sem graça na sala de aula. Ah, ficou tão lindo vermelhinho e escancarando aquele sorriso de iluminar a manhã de qualquer garota.
Sim, você é muito inteligente, sabe falar, é ótimo professor, é lindo e quando está com os óculos fica mais charmoso ainda. Enfim, não poderia ter tido surpresa melhor ao entrar na faculdade. Vou sentir saudades de não tê-lo como professor no 2º período. E não quero nem saber, no 3º a gente se encontra!

Com Linguística, ministrada pelo professor André Valente, eu aprendi a saber a origem das coisas, aprendi como uma turma é provocada e aprendi como o professor dá o seu sangue pelos alunos. (risadas)
A aula dele é muito boa, repleta de exemplos de todo o tipo (musicais, jornalísticos, publicitários), além de ser extremamente dinâmica. É um conteúdo que todos devem ter contato. Vale muito a pena.
Obrigada. Vou sentir saudades dele me chamando: "Minha cara Bruna..." E sabe-se lá qual pergunta viria depois.

Com Filosofia, ministrada pelo professor Fábio Cândido, eu aprendi como é necessário parar para ouvir e tentar compreender o que os filósofos pensam. Lembro que no início não gostava da aula dele, mas foi só ficar quieta e prestar atenção para chegar a conclusão de que a aula é muito boa. Passamos por diversas etapas, todas elas deliciosas de serem estudadas.
Os trabalhos passados em sala foram muitíssimos importantes porque era a partir dali que a gente colocava em prática o que havia aprendido. E no último ainda ouvi: "Muito bom, Bruna, seus trabalhos são de ótima qualidade."
Sentirei saudade da calma e da delicadeza para ensinar a matéria.
A Teoria das Ideias deu trabalho, não foi?

Com Língua Portuguesa I, ministrada pela professora Angela Areas, eu aprendi que NUNCA se deve começar uma frase preposicionada e, no entanto, eu estou organizando os pequenos fragmentos deste texto com a preposição "com" (risadas). Desculpe, mas leve em consideração que não é um texto formal. É uma escrita mais discontraída e por isso tenho colher de chá. Creio eu.
Eu adoro português e não tive dificuldades em aprender. Porém, errei em besteiras, muitas besteiras nas provas. E foi ótimo porque é errando que se aprende.
Afora isso, ela é ótima professora. Fato consumado.
E não me esquecerei dos apelidos (risadas), dos insultos e, principalmente, da caricatura. Ah, se você visse... (gargalhadas)
Obrigada.

Com Formação da Cultura Brasileira, ministrada pelo professor Luís Fernando, eu aprendi o que um estudante de Comunicação deve fazer para ser um jornalista. Fiquei surpresa e empolgada com o primeiro trabalho, mas logo depois veio a decepção. Os "detalhes" estão no texto "Ser jornalista, a primeira parte" para quem quiser entender melhor sobre o que estou falando.
Bom, de qualquer forma, obrigada.

Com Teoria da Comunicação I, ministrada pelo professor Marcus Vinicius, eu aprendi bastante coisa até, mas aprendi nos 44 do segundo tempo quando peguei, enfim, o livro "Estrutura Ausente" para estudar para a última prova. Engraçado, só tomei vergonha na cara porque precisava de nota, caso contrário nem teria lido. Mas sabe, não adianta, continuo achando a matéria a maior viagem, não mais que o professor, é claro. Não sei se talvez é ele quem avacalha ou eu que não tenho paciência com viagens quando se trata de conteúdo. Comigo é 8 ou 80 e preto no branco!
Mas o conceito, o básico, eu sei. Sinto-me bem se alguém vier me perguntar o que é Dialética Negativa ou como se dá o processo de Comunicação, esse que por sua vez envolve toda a matéria, porque saberei responder com exatidão.

Enfim, esta é a última postagem.
O 1º período foi SENSACIONAL. Dedico ele ao enriquecimento do meu conhecimento e aos meus amigos aos quais prezo tanto a companhia.
Laís, Roberta, Diego e Arthur, a vida acadêmica sem vocês seria chata, podem ter certeza.
E aos outros colegas também, vocês fazem parte de mais uma etapa da minha vida.
Espero que ela continue assim, deliciosa, conturbada, calma e paradoxal.
Enfim, avante a estrada da felicidade porque muita água vai rolar!


Até a volta.
Eu não demorarei.

domingo, 28 de junho de 2009

Enfim sol

Nem acreditei quando saí de casa (milagre nesses últimos dias) e vi o céu azul e iluminado.
Pensei comigo mesma e com entusiasmo: "fez sol, fez sol!"
Assim que cheguei em casa tratei de abrir as persianas e a janela. Elas me impediram de ver o lindo dia que está lá fora. E essa minha aversão a claridade desaparece quando faz sol. Contraditório, não é?! Eu simplesmente adoro o sol, o calor. Mas em casa não quero uma luz sequer tentando passar por algum orifício das cortinas.
Tempos atrás eu sempre cantava: "abre essa janela, primavera quer entrar..."
Mas o que importa mesmo é que esse tempo me anima. Tanto que cheguei saltitante e vim logo escrever aqui. É, bem se vê que a postagem "Mas só chove e chove..." não tem mais validade. Já era!
Cá estou mais uma vez. Eu sempre volto. Aliás, ela saiu da validade no mesmo dia em que a escrevi, porque logo em seguida publiquei outra postagem.
Então, entrei no quarto e peguei o meu super hiper mega livro de Literatura e coloquei em Arcadismo, o Século das Luzes a fim de procurar um poema sobre sol para pôr aqui. Mas lembrei-me logo de um que tem a ver com infância e decidi colocá-lo. Antes disso, folheei um pouco e lembrei-me de outra ao vê-la escrita. Assim que comecei a ler não acreditei e exclamei: "Como eu pude me esquecer desta poesia?" Mas eu não esqueci de esquecer, entende? Terminei de ler e logo a recitei como nos velhos tempos. Ah, hoje fez sol e "tomara que não chova seis meses sem parar!"
Seguem então as duas poesias:

Infância

Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".

(Guilherme de Almeida)

Soneto 12

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Pera matar-me e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde
Vem não sei como, e dói não sei porquê.

(Luís Vaz de Camões)



Escrevi de cor.
Não esqueci. Nunca!

"Meu corpo viraria sol, minha mente viraria sol..."

sábado, 27 de junho de 2009

Já recebeu aquele pequeno gesto?

(barulho de chave tentando abrir a porta com dificuldade)

- Deixa que eu abro! Disse eu, correndo.
Meu pai abre a porta ao mesmo tempo em que eu a abro também. Ao vê-lo, vejo uma rosa em sua mão.
- Ah, pai...! Digo comovida.
- Eu sei que você gosta.
- Eu adoro, pai. Adoro!
- O cara achou engraçado quando disse "não, eu vou levar pra minha filha." após ter perguntado se iria levar pra namorada. Porque eu pedi a rosa mais bonita.
Eu rio com satisfação e acrescento:
- Ah, é?!
- Claro, eu disse, "minha filha é mais que namorada."
Eu rio de novo balançando a cabeça.
- Eu te amo, filha. Quero ver você feliz!
- Eu também te amo, pai. E abraço-o por trás carinhosamente.

É a 3ª vez que ele faz isso em três anos!
Sempre tem essas surpresas quando ele vem me visitar.
Só por hoje vou dormir mais serena, só por hoje.

"Mas só chove e chove, chove e chove..."

Fiquei procurando algo que refletisse meu estado de espírito.
Eram tantas músicas, tantos poemas, eram tantas escritas malucas, tantos pensamentos confusos que nem conseguir escrever direito eu estava conseguindo. Aos trancos e barrancos faço alguma coisa ainda e, portanto, esta é minha penúltima postagem nessas condições. A última ficará ótima, juro para mim mesma. Vou sair de cena por uns tempos e voltar com toda vontade do mundo.
Vou colocar as ideias no lugar, vou enfiar e costurar a frase "ele fez a escolha dele" na mente e mais uma vez dar "tchau". Seguir e blábláblá...

Metade
(Adriana Calcanhotto)

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?

E para colocar um tom ainda mais dramático, segue Até Quem Sabe de João Donato e Lysias Enio, na voz de Nara Leão:

Até um dia
Até talvez
Até quem sabe
Até você sem fantasia
Sem mais saudade

Agora a gente tão de repente
Nem mais se entende
Nem mais pretende
Seguir fingindo
Seguir seguindo

Agora vou
Pra onde for
Sem mais você
Sem me querer
Sem mesmo ser
Sem me entender

Vou me esquecer
Vou me beber
Vou me perder pela cidade

Até um dia
Até talvez
Até quem sabe

É mais ou menos isso.
Eu iria misturar com a última postagem, mas achei melhor não. A última é fantástica demais para colocar algo tão... tão triste. Tão que me deixa com raiva e me faz sentir calafrios AINDA!
Acho que consegui manifestar o interior do espírito conturbado que teima em se manifestar todos os dias. Era essa a intenção. Eu não sei se eu vou virar a página e desconfundir tudo, mas que o tempo vai anestesiar, entorpecer, ah, isso ele vai. Ainda mais com a minha ajuda. Nessas horas ele é meu melhor amigo.
Então, como sempre digo: o que tiver de ser, será!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Music and 'you'


Eu tenho certeza de que agora você voltou para um momento do qual talvez nunca deveria ter saído: a infância.

E cante e voe como o Peter Pan, como o menino que reflete neste rosto um doce sorriso.

E cante e brinque como se estivesse em Neverland.

E cante porque "in your mind you will find a world of sweet harmony.
Birds all a feather will fly together.
Now music, music and 'you'
Music and 'you'".

quarta-feira, 24 de junho de 2009

De ponta cabeça



Os diferentes

Descobriu-se na Oceania, mais precisamente na ilha de Ossevaolep, um povo primtivo, que anda de cabeça para baixo e tem vida organizada.
É aparentemente um povo feliz, de cabeça muito sólida e mãos reforçadas. Vendo tudo ao contrário, não perde tempo, entretanto, em refutar a visão normal do mundo. E o que eles dizem com os pés dá a impressão de serem coisas aladas, cheias de sabedoria.
Uma comissão de cientistas europeus e americanos estuda a linguagem desses homens e mulheres, não tendo chegado ainda a conclusões publicáveis. Alguns professores tentaram imitar esses nativos e foram recolhidos ao hospital da ilha. Os cabecenses-para-baixo, como foram denominados à falta de melhor classificação, têm vida longa e desconhecem a gripe e a depressão.

Carlos Drummond de Andrade


Se nós virássemos o mundo pelo avesso, em que daria?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Em que você acredita?

Uma discussão travada em sala de aula é a motivação deste texto.
Gabriel Gutierrez, professor de Sociologia, perguntou quem não acreditava em Deus. Três pessoas em meio a sei lá quantas outras, levantaram a mão. Eu era uma delas.

- Bruna não acredita em Deus? Por quê? - perguntou ele
- Ah, se tem uma coisa que eu acredito é na Natureza, na força dela. Ela sim a gente vê e sente. Agora um ser que guia e sabe de toda a minha vida? Não, nisso eu não acredito.

É claro que eu devo estudar bastante para embasar mais essa minha opinião, esse meu ponto de vista. Porém, a questão principal é: não sinto.
Eu fui criada por um pai protestante e uma mãe católica. A religião que prevaleceu mesmo foi a Católica. Desde cedo já sabia todas as orações de cor, ia à missa, cantava as músicas e ouvia do meu pai, toda noite, "faz oração pro papai do céu".
Fui batizada em 1999. Fiz catequese e era dedicada, uma das melhores da turma até. Então veio a 1ª Eucaristia e lá estava eu bem feliz e com sono. Foi uma cerimônia realizada de manhã bem cedo. Tenho muitas fotos e estou bem serena em todas elas.
Enfim, minha vida até os 17 anos era voltada na crença de Deus. Eu sei bastante coisa da Bíblia, afinal, um dos meus primeiros livros foi a Bíblia Júnior, uma de capa vermelha. Eu ganhei em 1996/1997 se não me engano. Assim que o recebi fui logo ler. E quase toda noite minha mãe lia uma Bíblia de capa roxa para mim.
Então o tempo foi passando e eu fui indagando certas coisas que não faziam sentido algum para mim e pronto. No dia 1º de janeiro de 2008 eu era mais um ser ateu habitando um mundo onde a maioria acredita estar de passagem para, depois de provações, encontrar com o "grande poderoso" lá em cima.
Eu era um dos cativos do "Mito da caverna" e não foi fácil sair de lá não. Quando eu cheguei a conclusão de que para mim não existia esse ser que eu sempre acreditei existir, fiquei meio sem chão, desnorteada. E é aí que entra a discussão da sala de aula: o desencantamento do mundo.
Uma explicação rápida: Antes o mundo era visto como um jardim encantado. O politeísmo pregava haver um Deus por detrás de cada elemento da terra. Chegaram as três religiões monoteístas (cristã, judaica e islâmica) e tiraram o encantamento do mundo porque, de acordo com elas, Deus era um só e estava em uma outra dimensão. Dessa forma elas orientaram a ação do ser humano para seguir a palavra de Deus e agir corretamente para que, quando a morte chegasse, você fosse se encontrar com ele.
De fato, a religião traz valores morais e é racional você andar na linha (ou como diria Gabriel, "walk the line") para ter a paz eterna.
Então, seguindo a linha de raciocínio, chegou a ciência. Ela não tem solução para tudo, mas para QUASE tudo. Ela desencantou o mundo de vez e colocou a religião de lado, sentadinha (ou como diria Gabriel mais uma vez, "de joelhos"). A religião ainda tem o seu espaço, mas o mundo caminha cada vez mais para a racionalização.
Agora me diz, não faz mais sentido pensar que há um Deus, ou seja, algo luminoso, bondoso, por detrás de tudo que há na terra? Caramba, como viveríamos em harmonia. Mas aí nem preciso explicar o que aconteceu quando essa crença foi deixada para trás. Olhe à sua volta e veja por si só o que anda acontecendo.
Lembram quando disse que fiquei desnorteada? Pois então, não ter algo para acreditar, para se apegar te deixa vazio. Você deve ter um ideal, algo que te tranquilize.
Saber que Deus existe é confortante para alguns. Ele te oferece um sentido, te indica o caminho e de quebra ainda te dá a chave do portal divino se você seguir a palavra dele, ou melhor, acreditar nele.
A maioria que não acredita é honesta e tudo mais. De uma forma ou de outra você segue aqueles dez mandamentos. O mundo tem a distinção entre o que é certo e errado e a religião vai continuar prevalecendo nesses dois conceitos. Mas (suspiro) isso é muito complexo.

O que eu queria saber mesmo é: Em que você acredita?
Em um bando de nuvenzinhas com anjinhos pulando uma a uma? Em uma continuação? Ou... em que, afinal?
Sabe, eu acredito que o amor pode nos levar aonde a gente quiser.
É do ser humano ter essas ideias e acreditar que há algo maior esperando por ele.
Mas... será que já não existe algo maior aqui?
Não?! Tem certeza? Por que ficar esperando? E se não vier?
Ah vai, tem algo enorme dentro de você capaz de mover montanhas e tudo que você precisa nesse momento é VIVER.

Apenas... viver.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Paráfrase 'pra' lá de boa

O filme conta a história de três personagens anticapitalistas. A história começa com dois amigos que fundam o movimento “The Edukators”, cuja finalidade é educar os burgueses de uma forma peculiar.
Os dois rapazes invadem as mansões, tiram os móveis e objetos do lugar e deixam uma mensagem de protesto, como: “vocês têm dinheiro demais.” O intuito não é roubar, nem muito menos machucar alguém, é realmente causar um choque, um impacto e, quem sabe, trazer alguma reflexão àqueles que possuem bens em excesso.
A entrada da terceira personagem nesse movimento se dá quando ela resolve invadir a casa de um empresário, o qual espera o pagamento de uma dívida de 100 mil euros acarretada através de uma batida de carro entre os dois. Durante a invasão, um celular é esquecido e os jovens retornam no dia seguinte para recuperá-lo. O empresário os surpreende, não deixando outra saída para eles a não ser o sequestro para que não fossem denunciados.
A partir do momento em que os quatro personagens estão refugiados em uma cabana, trava-se uma longa discussão que deixa clara a luta de classes. São mostradas questões como o tempo de trabalho e o consequente salário do proletário que não se equipara ao de um burguês, as oportunidades que nem todos têm de ascender e ter uma vida digna, o motivo de se acumular coisas grandes e caras, em suma, a desigualdade gritante que há entre proletários e burgueses. É importante ressaltar que o líder dos três afirmou que não se vive em uma democracia, mas sim em uma ditadura do capital. Nada mais coerente, já que é o dinheiro quem dita as regras de como o mundo deve funcionar.
Eles encaram a mídia como um meio de alienação por apresentar programas que não mostram a realidade, deixando muitas pessoas absortas durante horas em frente à televisão.
A trama acaba com os três indo para uma outra cidade para desativar todas as estações de TV do local.
Essa revolução proposta, de certa forma, é “pacífica” em relação ao que se vê no Manifesto Comunista.

No Manifesto Comunista o proletariado é visto como a única classe verdadeiramente revolucionária. De fato, seu movimento representa a maioria em benefício de todos. E para acabar com a burguesia a luta deve ser em primeiro momento uma luta nacional, ou seja, o proletariado de cada país deve derrubar a sua própria burguesia.
Nesse contexto, os comunistas são os mais ativos em questão de revolução dentro do movimento proletário. Compreendem todos os interesses e ideais e resumem sua teoria na supressão da propriedade privada.
De acordo com Marx, o primeiro passo para a revolução é a conquista da democracia pelo trabalhador. Esse, juntamente com seu predomínio político, retirará todo o capital da burguesia e o concentrará nas mãos do Estado.
Para que isso ocorra o proletariado deverá ascender de classe. Mas como a proposta é exatamente acabar com as classes, ele acabará por destruí-la depois. Após o desaparecimento das classes, surgirá a concentração do poder nas mãos de cada cidadão. Constituindo assim uma sociedade pautada no livre desenvolvimento de todos.
A revolução proposta por Marx é mais inflamada, já que essa irá extinguir as relações de produção antigas e dar origem a novas relações, pensamentos e ações.
A grande diferença entre “Edukators” e o Manifesto Comunista está na forma em como eles agem. O próprio nome já diz, os jovens não querem exaurir o sistema da forma proposta por Karl Marx com a tomada do poder pelos proletários, mas sim educar a sociedade aos poucos. É possível?
O filme nos apresenta uma visão política que é capaz de nos fazer parar para refletir mais sobre a sociedade na qual vivemos. O momento em que é mostrado que grande parte dos calçados que usamos é fabricado por crianças, me remeteu a uma das medidas propostas no Manifesto Comunista que poderiam ser utilizadas para acabar com o sistema capitalista. Tal medida é: “10. Educação pública e gratuita para todas as crianças. Supressão do trabalho fabril de crianças, tal como praticado hoje. Integração da educação com a produção material, etc.”
É difícil deixar de lado pensamentos e atitudes que foram impostas a você desde o berço. Como disse Marx, a realidade econômica determina a consciência. Então como seria viável realizar uma revolução no século XXI com o capitalismo entranhado em quase todo o lugar que se vá? A verdade é que não é possível realizar literalmente, em grande escala. O que os jovens de hoje em dia podem fazer e muitos fazem está exatamente explicitado em “Edukators”, ou seja, educar as pessoas. Melhor dizendo, nesse caso, reeducá-las. Mostrar, como no filme, de onde vem e quem é responsável pela fabricação de cada produto, o que está por trás de cada coisa, ter um olhar além do que se vê. Realizar palestras, como a que foi ministrada na última sexta-feira na FACHA, falando sobre as dificuldades que os moradores enfrentam com os 788 degraus que “cortam” a comunidade.
Envolver-se em trabalhos voluntários, participar de ONGS, fazer doações. Enfim, qualquer atividade que vise à integração da sociedade como um todo. Essa ação é o reconhecimento de que não é só você quem está nesse mundo, há uma realidade lá fora que a maioria desconhece.
O que a geração de hoje em dia faz é um pouco diferente das atitudes do “The Edukators” e do que o Manifesto Comunista prega. Ela, em meio ao sistema, busca formas de se sobressair a ele e ajudar aqueles que precisam através da motivação, do conhecimento e, em sua grande parte, da vivência.
O primeiro passo para que talvez mais tarde essas ações possam tomar conta de todo o globo é a mudança de mentalidade através do conhecimento.
Livremos-nos das amarras da ignorância e do egoísmo que a sociedade capitalista impõe.

sábado, 20 de junho de 2009

O óbvio: para começar um novo capítulo é necessário terminar o outro

Sem Aviso
(Francisco Bosco / Fred Martins)

anda
tira essa dor do peito, anda
despe essa roupa preta e manda
seu corpo deslembrar

canta
vira a dor pelo avesso, canta
larga essa vida assim às tontas
deixa esse desenganar

calma
dê o tempo ao tempo, calma
alma
põe cada coisa em seu lugar
e o dia virá, algum dia virá
sem aviso

então...


É bom relembrar certas músicas em momentos oportunos!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

17 de junho de 2009

"Que por você eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo..."
Se eu tivesse que conquistar alguém cantando isso eu não cantaria. Afinal, não é obrigatório.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Paciência é uma virtude


"Não somos perfeitos. Decepções, frustrações e perdas sempre acontecerão.
Mas Deus é o artesão do espírito e da alma humana. Não tenha medo.
Depois da mais longa noite, surgirá o mais belo amanhecer. Espere-o."


Leia-se: Deus, o poder que está dentro de você.
Embora o texto não esteja nesse sentido, acredite. Você é Deus. Você é o maior responsável por tudo o que acontece de bom e de ruim na sua vida.
O poder está nas suas mãos, use-o a seu favor e acredite nos bons resultados.

sábado, 13 de junho de 2009

A neblina da manhã



Estava cá mergulhada em meus pensamentos solitários regados à músicas tristes e lembrei de um poema que fizera em 2008. (É, eu sou assim na maioria das vezes)
Abri a gaveta e procurei em um bloco de anotações. Lá estava ele com rabiscos, mas intacto, emanando palavras um tanto quanto sombrias para quem sabe o que é luz. Eu mesma me surpreendi ao ler. Não lembrava de ter escrito de uma maneira tão impactante. Pelo menos para mim, é claro.
Mas lembro o motivo. E se lembro!

Segue então o meu poema sem título:

Ando desacreditada
Desando na estrada
Perdi a motivação
Fugiu minha garra
Não vivo a emoção

Ando me perdendo
E até me esquecendo!
Peço justiça por um motivo
que tem fundamento
Me remexe a consciência
Me encobre o momento

Ando confusa, descontentada
insatisfeita, enganada
e decepcionada comigo mesma!

Começo a andar pela sombra
Sinto frio, pessimismo e abandono
Caminho difuso, distorcido
Mente apagada...
Sem não mais saber como andar na longa estrada

As "águas" correm
A veia salta
O sangue ferve
A voz sumiu

Como tanto pessimismo pode impregnar-se em Bruna, eu... ?
Posso dizer que essa é a 1ª fase difícil da minha vida.
Não, eu digo não, a luz vem em minha direção
Mas eu me encontro na contra-mão.

Ando desacreditada
Desando na estrada


Bom, como diz esse poema que é mais um desabafo, era apenas uma fase. E eu realmente não consigo achá-la na memória. Dizem que quando passamos por momentos ruins sua mente entorpece alguns fatos.
Deve ter sido isso.
Lembram que no início eu disse que sabia o que era luz? Então, esse post iria tomar um rumo diferente se ele não tivesse sido interrompido para eu sair um pouco e encontrar em meio a tantas pessoas sem sentido um único sorriso que me abriu as portas com um clarão me fazendo sorrir de novo.
É aquele sorriso que é simplesmente o sol, e de repente tudo se ilumina de novo como se não houvesse escuridão. Como se nunca houvesse existido nada parecido!

Ah! E avante a estrada, não é?!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Otimismo? Ah, realismo, né?! Convenhamos...

Simplesmente tive um "insight" ao colocar "I'm in the Mood for Love" na voz de Nat King Cole.
A balada do jazz deixa qualquer um inspirado, seja de qual forma for.
Foi então que lembrei que hoje é o Dia dos Namorados. Uma data comercial, mas que não deixa de ser bonita. Afinal, todos os casais apaixonados estão por aí esbanjando felicidade. Esses estão em todos os lugares possíveis, impossíveis, imagináveis e inimagináveis.
Praia, cinema, motel, restaurante, casa, cama, lençóis, sofá, jantarzinho romântico à luz de velas... Argh! Esses mocinhos pensam que o mundo é deles ou que o outro é o mundo e se esquecem que existe um mundo de verdade aqui fora!

- Mas que coisa, Bruna. Deixe os casais em paz.
- Tá, eu deixo. Vou parar de ser um pouquinho mal amada e dar continuidade ao texto.

Então, como eu estava falando, os namorados têm a mania impressionante de pensar que um completa o outro. Mas ora, será que eles nunca pararam para pensar que já são completos? Não existe essa história de "oh, como você me completa!" (acrescente um tom dramático mexicano à esta frase)
O que existe é a soma ou na pior das hipóteses a subtração. Os dois realizam essa matemática. E olha, toda matemática é um problema. (sem trocadilhos, é sério)
O fato é que quando se está apaixonado não tem jeito. Você vê o mundo cor-de-rosa, pensa que os dois são um só, fica cego, faz loucuras, ri à toa e até fica "doentinho" como disse meu professor de Teoria da Comunicação I uma vez.
É um negócio bem piegas mesmo. Fernando Pessoa já escrevera sobre as cartas de amor e disse que, se há amor, elas devem ser ridículas.
O final é esse:
"(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)"

Se você não entendeu o que eu quis dizer, leia a poesia toda que ficará mais claro.
Bom, deixando de lado essa parte revoltada vamos ao que interessa. Ah, o amor.... "quando é demais ao findar leva paz..." Nossa, hoje eu estou ótima, né?! É, namoros acabam. Portanto aproveite bastante porque nunca se sabe o dia de amanhã.
E enquanto esse dia não chega, dê uma olhada na letra que falei no início da postagem:

I'm in The Mood for Love (Bryan ferry)

I'm in the mood for love
Simply because you're near me
Funny, but when you're near me
I'm in the mood for love
Heaven is in your eyes
Bright as the stars we're under
Oh, is it any wonder
That I'm in the mood for love?
Why stop to think of whether
This little dream might fade?
We've put our hearts together
Now we are one, I'm not afraid
And if there's a cloud above
If it should rain, we'll let it
But for tonight forget it
I'm in the mood for love
Oh yeah

Why stop to think of whether
This little dream might fade?
We've put our hearts together
Now we are one, I'm not afraid
And if there's a cloud above
If it should rain, we'll let it
But, for tonight, forget it
Cause I'm in the mood for love
I'm in the mood for love
For love, for love...

Brincadeira à parte. Parabéns a todos os namorados.
Por incrível que pareça, o amor ainda existe. Nem que seja por um breve instante dentro do "pra sempre". Porque como dizia a música "Por Enquanto", "o pra sempre, sempre acaba."

(barulho da porta da sala se abrindo ferozmente)
- Bruna, eu te adoro!
- Mas o que é que você tem?
- Eu tenho meia hora pra mudar a sua vida!
- Não, espere...
- Espere?! - ele fala num tom de incredulidade e logo acrescenta - "Vem, vambora. Que o que você demora, é o que o tempo leva."

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Natureza preservada

Dia 5 é o dia do Meio Ambiente. Calhou que exatamente nesse dia eu estava indo a um lugar maravilhoso: o sítio dos tios da minha amiga.
Ele é o ponto de encontro de amigos de longa data. Lá são comemoradas as datas mais importantes como o Carnaval, a Festa Junina, aniversários e Natal.
Quantas histórias eu não tenho de lá? Quantos passeios? Quantos amigos reunidos? Quantas gargalhadas?
E tudo isso misturado a um verde e azul sem comparações. Sem contar com o ar fresco que nos presenteia com as brisas suaves todos os dias.
Sabe, não tem coisa melhor do que acordar de manhã cedinho e tomar um café olhando aquela paisagem. E à noite apreciar o céu repleto de estrelas. Na época de lua cheia então parece que podemos alcançá-lo.
Lembro uma vez meu tio falando: "Isso, Bruna. Olha mesmo, tá lindo. Pega uma estrela e faz um pedido do fundo do teu coração."
É bom saber que existe um lugar assim e que há pessoas que ainda prezam pelo maior patrimônio da humanidade.

Pensem em quantas coisas nós podemos tirar da Natureza sem prejudicá-la?
Melhor, já repararam o quanto ela se assemelha às pessoas? Sim. Por ora fica violenta e se revolta trazendo tempestades e tantos outros fenômenos que deixam rastros de destruição. Em outros momentos nos permite presenciar maravilhosos espetáculos, como o pô-do-sol e o crepúsculo. E mesmo com os desmatamentos e queimadas ela ainda é capaz de se regenerar! Como disse Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."
Se há uma força maior neste mundo, essa força é a Natureza. Com essa força eu sinto, eu vejo, eu protejo, eu compartilho, eu cuido...

Ela é a sua casa. O que nós geralmente fazemos com as nossas casas?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A pedido

Essa é para você que disse: "Por que você escreve coisas tão tristes? Escreva algo interessante pras pessoas lerem também." (O que seria algo interessante?)
Esse é aquele comentário típico que te remete aos famosos dois lados da moeda.
Em contrapartida eu ouço e leio elogios maravilhosos em relação a este espaço.

Então seguem, especialmente para você, 24 coisas INTERESSANTÍSSIMAS:

01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua. (Já me disseram que tem gente que consegue. Vai saber, né?!)
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O 'quack' de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - 'J' é a única letra que não aparece na tabela periódica. (Aposto que você sabia essa! Ou não?)
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao WilliamBonner no final.
24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que leem este texto tentam lamber o cotovelo.

Não gostou?
Então defina "interessante".

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Momentos de reflexão

Sem postagens de minha autoria por falta de tempo e até inspiração mesmo. Segue, para não deixar em preto, um lindo poema de Oswaldo Montenegro.

Metade

Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos nem a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio

Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia, e a outra metade é canção

E que a minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é amor, e a outra metade...
também.

Fantástico, não?
Não sei se vocês observaram, mas é importante ressaltar que durante todo o poema ele fala de metades opostas. Porém, no final, ele se completa. Não havendo, dentro de um profundo sentimento que é o amor, metade alguma.

Então, qual é a metade gritante que há dentro de você?

domingo, 24 de maio de 2009

Uma visão ousada e sarcástica

AMOR OU POLÍTICA: SÓ AMAMOS O QUE NÃO DÁ CERTO

Fritz Utzeri

Vocês já repararam que os grandes casos de amor são os que não dão certo? Não estou dizendo que o amor não dá certo. "Casaram e viveram felizes para sempre", que encerra os contos de fada, ainda é considerado um modelo. Mas então por que na vida adulta só nos lembramos e nos emocionamos justamente com o que não funciona segundo esse modelo? Qual é a história de amor mais popular de todos os tempos? Aposto que a maioria vai dizer Romeu e Julieta. Pois é, esses dois adolescentes, frutos de famílias inimigas, amam-se com a mesma intensidade com que suas famílias se detestam. Fazem de tudo para "casar e viver felizes para sempre", o que inclui dar ouvidos a um padre idiota e acabar se suicidando, num dos maiores mal-entendidos da literatura.
Agora imaginem se o padre fosse mais esperto, os jovens menos afoitos e ninguém tivesse tido a ideia de introduzir veneno no texto. Depois de muito namoro escondido, ambos fugiriam e se casariam bem longe de Verona. Como naquela época deserdava-se filho, iam comer o pão que o diabo amassou. Já imaginaram Julieta costurando para fora e Romeu trabalhando como segurança num banco dos Médicis, em Florença?
Romeu chega tarde em casa e encontra Julieta, que mal dá conta de cuidar dos sete (ou oito) filhos e ainda tem que preparar a pasta (massa) para o adorável marido, que faz questão de juntar ao macarrão do dia-a-dia uma novidade recém-chegada da América: o pomodoro (pomo de ouro, como até hoje os italianos chamam o tomate). Já pensaram na Julieta lavando roupa na beira do Rio Arno e aguentando o mau humor de Romeu, que deu para beber...
Vamos da literatura para a ópera. O que será que teria acontecido com Don José se tivesse se casado com a suave Micaela, a moça do xale azul? Provavelmente chegaria ao posto de comandante dos gendarmes que policiavam Sevilha. Carmen uma verdadeira "chave de cadeia", teria acabado em cana, mas quis o destino que a cigana atirasse uma rosa e enfeitiçasse o nosso "brigadier".
Aí tudo passou a desandar, mas - ao mesmo tempo - a ficar interessante. Amor selvagem, sexo idem, deserção, traição, contrabando, degradação, ciúmes, o tema musical da morte e Escamilho... Desprezo e... Tchaaaan! O clímax... Uma lâmina que brilha... Sangue: "Podem me prender, fui eu que a matei, ó minha Carmen adorada!", clama Don José, ante o corpo sem vida da cigana. Não é à toa que Carmen é a mais popular (novamente) e uma das mais belas trilhas operísticas já compostas.
Por que falo nisso? A verdade é que a normalidade, seja no amor, seja no que mais for, não é notícia em jornal. Gostamos do que é fora do comum. Vocês acham que a política sueca é interessante? Lá ninguém rouba (ou se rouba, o faz com prudência e moderação), as coisas funcionam, é um tédio. Entre nós é o contrário. É igual às histórias de amor que não dão certo: rouba-se sem pudor e ainda se escarnece da plateia. E não somos sequer originais. Tente se lembrar de um imperador romano que excite a imaginação. Aposto que a maioria vai dizer: "Nero!". E por quê? Porque tacou fogo em Roma, ora essa!

PS - Se não fez muito sentido para você, paciência, para mim deixou de fazer há muito.

Genial o texto, não?!
Eu ri muito quando o li. Sarcástico, irônico e extremamente engraçado. Além de nos presentear com uma fácil leitura.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A melhor interpretação

Há tempos estou para postar este vídeo aqui. É estupenda a interpretação de Maysa!
A letra é incrível, mostra com clareza a total submissão do amante pelo ser amado.
Eu, particularmente, quando assisti a esse vídeo fiquei hipnotizada. E ainda mudei de ideia em relação ao francês. Antes não queria aprender de jeito nenhum, mas vi que perderia muito se continuasse com esse pensamento.

Segue então Ne Me Quitte Pas de Jacques Brel, interpretada de forma magnífica pela cantora que tinha como maior medo o de amar e não ser amada.
Lembrete: Maysa errará a letra logo no início.





Comentário a parte: Eu vivo cantando essa música. Canto sem o sotaque adequado, mas canto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Curiosidades, parte II

- Quando estou com raiva, MUITA raiva, eu ouço o "Tempo Não Pára" de Cazuza. É como se a guitarra (a parte em que ela predomina) abstraísse todo o veneno corrosivo que às vezes eu costumo armazenar em mim. E eu escuto 1 milhão de vezes berrando junto com ele: "Eu vejo o futuro repetir o passado." Não necessariamente como na música, mas o meu futuro insiste em repetir o passado em apenas um quesito.
- Quando estou triste eu como muito chocolate. Aliás, eu como excessivamente, já que chocolate faz parte do meu cardápio diário.
- Quando estou confusa eu vou para o mar. E quantas vezes ele já não foi testemunha das minhas angústias, aflições, tristezas... Quanta mágoa ele já não levou para suas águas fundas!

- Quando reajo eu canto. E canto sem sentir calafrios. Canto porque, como dizia Vinicius, "Mais que nunca é preciso cantar!".
- Quando eu sinto calafrios é porque "tá tudo errado" ainda não foi embora.

- Quando eu já não sinto mais os calafrios é porque eu superei o problema, seja ele qual for.

É esse o processo pelo qual eu passo: Calafrios, Raiva e Calafrios, Tristeza, Calafrios, Confusão e Calafrios, Canto, Canto e Superação.
Ao final de todo o processamento eu tenho Paz.
Mas do que adianta você ter paz se não continuar? Digo, continuar se permitindo, acreditando. Ações contrárias as quais eu realizava antes.
Hoje, agora, aqui, nesse momento, eu irei reconstruir o meu jardim. Sabe aquele "Jardim Secreto"? Então, ele ficou muito tempo esquecido "Nas Profundezas do Mar Sem Fim". Às vezes o mar leva coisas que não deveria.

Esse jardim agora será repleto de tudo o que um jardim precisa para ser um jardim. Eu não me fecharei mais, porém, só entrará nele quem tiver aquela chave de ouro. É ele quem estará trancado com muito cuidado, pronto para a qualquer hora ser aberto e utilizado por pessoas que merecem desfrutá-lo.

Colocarei a terra preta e depois as sementes.
Regarei com paciência e esperança.
Com as minhas próprias mãos plantarei mudas de todas as flores.
Terei uma fonte de onde sairá água que corre do rio.
Rio que corre por debaixo de uma ponte e que terminará nas águas do mar.
A chuva ajudará a crescer mais depressa as árvores, principalmente as com frutos.
Nos galhos fortes pendurarei dois balanços.
Entre, pode olhar. Quer se sentar ao meu lado?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Curiosidades

Resolvi abrir um espaço para contar um pouquinho mais da minha vida. Esse texto é só o início.
Não adianta ser reservada o tempo todo, não é?! Há coisas que devem ser compartilhadas e outras não. Acho que se eu me permitir mais, posso tornar este blog um pouco mais dinâmico. É isso que estou buscando no momento: dinamismo.
Eis aqui então algumas curiosidades. Umas um tanto quanto engraçadas e, digamos que, bastante atrapalhadas.

Eu moro sozinha. E quando se mora sozinha é preciso ter cuidado, precaução. Você não tem ninguém ali para te acudir quando alguma coisa acontece de forma errada. Disciplina é tudo nesse caso.

A primeira história que me aconteceu foi logo no primeiro ano de "independência". Eu havia acabado de chegar em casa com muita raiva. Estava tudo dando errado. As notas de Física no colégio eram as piores possíveis, eu não conseguia entender o porquê já que eu estudava muito; vivia desequilibrada e de tudo fazia tempestade em copo d'água. Enfim, juntando todos esses problemas eu abri a porta de casa com toda a força, joguei a bolsa no sofá e falei com firmeza: "Quer saber?! Eu vou chutar o pau da barraca!" Nesse momento eu chuto o chão com a perna direita e, sabe-se lá porquê, a perna esquerda vai junto.
Resultado: caí de bunda no chão, sozinha, no meio da sala. E o que eu falei depois? "É isso aí, Bruna!" Com um pensamento de "é muito retardada mesmo."
Ninguém merece, né?! É o cúmulo de... não sei do que é o cúmulo.
E esse acontecimento foi perigoso porque há muito tempo atrás eu caí desse mesmo jeito e perdi o ar. Quem me socorreu foi meu professor de natação e, se não fosse ele, eu ia pras cucuias. Grande Fábio! (descanse em paz)

Outro ocorrido foi eu ter caído imbecilmente batendo a cabeça na quina da escrivaninha.
Eu tenho um cachorro de pelúcia chamado Lelão, meu pai quem deu o nome por causa das orelhas enormes dele. Ele é bem grande e fica no meio do meu quarto, entre a entrada e o local onde fica o telefone. Eu costumava deixar a minha mochila em cima dele. Mochila essa que diziam que tinha chumbo, já que eu carregava livros e apostilas de todo o tipo. Dá pra imaginar então o tamanho da barreira que se formava no meio da passagem do quarto.
Pois muito bem, o telefone tocou enquanto eu estava na sala e eu saí correndo para atender. Terminada a ligação eu tentei pular a "incrível barreira". Mas de novo, sabe-se lá o porquê, a minha perna não acompanhou o meu pensamento de "agora eu vou pular" e ficou na mochila. Resultado: eu caí para trás e bati a cabeça fortemente.
Ainda bem que foi uma batida que não trouxe tantos malefícios. Eu poderia ter desmaiado, ou coisa assim. Minha cabeça poderia sangrar e quantas coisas mais poderiam ter acontecido.

Uma outra trapalhada foi a senhorita aqui ter resolvido colocar a roupa para lavar de madrugada. Coloquei sabão em pó na máquina e a deixei lá, rodando. Fechei a porta e minutos depois eu a abro e o que vejo? Nada! Só sinto um monte de espuma caindo e tomando conta do meu corpo. Eu pensei que essas coisas só acontecessem em novelas e filmes. Mas como minha vida é uma novela, nada mais normal.
Resultado: tive que limpar TODA a bagunça DE MADRUGADA.

Um outro acontecimento foi ligado ao Fandangos. Sempre vem algum adesivo dentro dele. Então terminei de comer e fui cortar o saquinho que embalava a surpresinha. Coloquei-a entre os meus dedos, peguei a tesoura com a outra mão e TCHANAN: adivinhem o que eu cortei? Sim, os meus dedos.
Agora vê se pode? É muito cega mesmo. Até hoje eu não entendi porque tesourei meus lindos dedinhos.

Para terminar sempre tem o ápice. Então vamos lá: Eu estava passando roupa quando o ferro caiu e quebrou. Não sei de onde eu tirei a ideia de levantá-lo e tentar continuar passando a roupa. Eu, loucamente, pego o ferro pelo fio que estava segurando uma de suas partes completamente escangalhadas e o levanto. Nesse instante o fio solta uma faísca e tudo que estava aceso no meu apartamento se apaga. Eu fiz uma cara de "Meu Deus, o computador queimou!" Sim, ele estava ligado. "A geladeira, a televisão... ai, tou ferrada!" Mas eis que uma lâmpada se acende em cima da minha linda e tonta cabecinha como nos desenhos animados e eu tenho, claro, a brilhante ideia de desligar e ligar os disjuntores. É, não sejamos tão cruéis. Ainda resta um pouco de bom senso e inteligência nessa mente.
E não é que deu certo? Foi só um curto circuito. Só? Claro que não! Imagina o que poderia ter acontecido? É, mas não aconteceu.

Afinal, sempre há uma luz no fim do túnel, ou melhor, nos fios do disjuntor.
(piadinha infame, admito).

sábado, 16 de maio de 2009

Solidão, segundo Vinicius de Moraes

"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."


Vinicius de Moraes

quarta-feira, 13 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

O Maior Amor do Mundo

Você lutou para que eu viesse ao mundo. E quantas batalhas perdidas não foram, né?! Mas claro, como recompensa, tinha que vir ao mundo uma preciosa garota chamada Bruna, esperta, inteligente, linda, morena, vitaminada e nada convencida.
Você deve estar pensando: “mas hoje é o Dia das Mães, ela tem que falar de mim!” E agora eu digo: “mas hoje só é o seu dia porque eu existo, minha querida!” Portanto, não tem como me deixar de lado só um pouquinho. Afinal, nós estamos interligadas.

Eu não tenho a mínima ideia de como é ser mãe. A única coisa da qual eu tenho certeza e, espero me sentir assim um dia, é que você se torna completa. O verdadeiro amor você encontra com os filhos. Só um ser é capaz de doar o maior amor do mundo sem esperar nada em troca. Um ser fora de série. Capaz de se desdobrar em mil para dar conta de tudo que lhe foi confiado.
Me diz que mulher faria faculdade, daria atenção a uma adolescente em fase crítica, aguentaria um marido temperamental e atenderia os deveres da casa ao mesmo tempo? Sem contar nos pepinos do trabalho e seus próprios problemas. Pois muito bem, eu digo. Essa mulher é a minha mãe!
Mãe, eu só vi de fora tudo o que você passou. E na época eu nem imaginava como devia ser difícil. Agora é que eu parei para imaginar e tentar entender. Caramba, quantas lições!
Assim eu começo a lembrar do seu esmero ao preparar minha comida, de quando você lia aquela Bíblia Júnior de capa roxa pra me fazer dormir, de quando você me obrigava a decorar a tabuada. Ah, eu nunca cheguei a decorá-la toda! (risos) E das vezes em que você me acordava sábado de manhã cedinho pra me fazer tomar a vitamina de banana. Quando você me chamava de “Britz on The Way” e eu me irritava. Quando eu resolvia cantar “manhêê, o Tonico me bateu...” Cara, como eu era irritante! Tanto é que você me chamava de “purgante amanhecido”. E às vezes também de “sombra”. Não importava para onde você fosse, eu te seguia.
Nossa, são tantas lembranças. O importante é ressaltar que você errou e acertou inúmeras vezes. E eu lembro que você sempre falava: “Tudo o que eu faço é para o seu bem.” E mãe, não foi em vão. Se eu sou o que sou hoje é por sua causa. Seu maior acerto, na minha opinião, foi ter engravidado e tido a honra de me criar. (Isso tá ficando meio narcisista, mas tudo bem). “Bruna acha feio o que não é espelho!”
Eu acho que a melhor coisa que nós fazemos juntas é gargalhar. Como a gente se diverte! Hoje eu tenho em você uma grande amiga, a melhor de todas. Antes a gente se desentendia que era uma beleza. E depois, analisando uma frase do meu pai nos seus momentos de raiva: “Você é igualzinha à sua mãe!”, eu vejo que é verdade. Nada mais normal do que duas pessoas com gênio forte baterem de frente.
Afora tudo isso, só você pra gravar o meu nome no pulso!
Olha só:

Tatuagem (Chico Buarque)

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, farta, murcha, morta
De cansaço
Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabisca o corpo todo
Mas não sentes

Eu pensei em escrever um texto todo bonitinho e organizadinho. Mas achei melhor escrever o que vem à mente. Acho mais espontâneo e bonito do que pensar em cada detalhe. Entende?
Não é só isso, claro. O resto não tem como escrever. Está no dia-a-dia, nos nossos caminhos, nas nossas particularidades. No nosso Showzinho Particular!
Parabéns, mãighi!
Eu te amo.